“O Brasil é um país em permanente procura”, Zuenir Ventura

Ficar perto de Zuenir é sentir-se um nanico, não apenas em proporções físicas (ele é um gigante de quase dois metros de altura), mas também em matéria jornalística. Passa pelo trabalho do escritor muitas das maiores reportagens que aconteceram no Brasil. Autor de livros como Cidade Partida em que expôs as feridas do Rio de Janeiro, Crime e Castigo em que contou a história do assassinato de Chico Mendes e 1968 – o ano que não terminou, a lista é longa.

Aos 86 anos ele continua seu trabalho como cronista do Globo, na Feira do livro de Ribeirão Preto no ano passado fez várias revelações à plateia entusiasmada em conhecer de perto mais um ícone do jornalismo no Brasil. Ele pode ser considerado um dos fundadores da Feira, foi ele quem sugeriu a Galeno Amorim que a Feira acontecesse na Praça Sete, uma ideia que chega este ano à maioridade – serão 18 anos de Feira do livro.

Zuenir foi companheiro de redação de Herzog – jornalista assassinado pela ditadura militar brasileira (1964 -1985) e quando questionado acerca da definição de jornalismo afirmou “O jornalista é a testemunha de seu tempo” Ele precisa aprender a “olhar e contar”.

Sobre um de seus primeiros trabalhos que viraram livro está 1968 – o ano que não terminou. Ele disse que “68 foi um processo que fermentou”. Na época morava em Paris e ouvia dizer que lá “não havia nada”, quando “estourou maio de 68”. O livro lançado em 1988 faz uma radiografia no período do Brasil e é um marco de sofisticação e acuidade jornalística.

Neste mesmo ano recebeu a proposta de cobrir os eventos – um mês – após o assassinato de Chico Mendes e hesitou, pois, segundo ele “Não gosto de floresta, tenho medo de bicho, não sei nada da Amazônia”. Mas como todo bom jornalista foi até lá e nos brindou com outro trabalho importantíssimo para a literatura jornalística brasileira com o livro Chico Mendes – Crime e Castigo, em que narra não apenas os acontecimentos que levaram à morte de “uma figura planetária”, como também acompanha o julgamento dos assassinos de “um mártir da luta ambiental e um dos heróis da nossa história”. Zuenir conta que todo esse processo foi muito revelador além de proporcionar “uma das experiências mais importantes da minha vida – jornalisticamente e existencialmente”.

No começo dos anos 90 veio a proposta de escrever sobre o Rio e desta experiência em que viveu por algum tempo na favela do Vigário Geral nasceu o clássico Cidade Partida, para ele “a melhor maneira de amar uma cidade é revelar suas mazelas”. Incorporou a vivência na favela porque jornalismo não se faz apenas “com dados e estudos científicos” e transformou esse trabalho na “crônica de uma cidade partida” ideia que ele afirmou partir de Luiz Schwarcz. Descobriu que assim como os franceses “são muito cartesianos e a França é um país pós-moderno” o Brasil “é o país do contraste”.

Quando confrontado sobre o ato de escrever, postulou “é muito chato”, a procura da palavra é um exercício, ele, por fim, citou Loyola Brandão “não gosto de escrever, gosto de ter escrito”. Depois acrescentou que “tudo na minha vida acontecia por acaso”. Sou jornalista “por acaso”. Zuenir foi professor por muitos anos e revelou “a parte minha mais valorosa é o magistério”.

Sobre o Brasil de hoje disse “não podemos transformar fatos ruins em realidade eterna” e continuou que “o Brasil é um país em permanente procura”. Citou Betinho ao dizer que “tem que haver uma invasão de cidadania”. Construir “escolas, hospitais, oferecer saneamento básico à população”, pois o Rio “não precisa de polícia”, e adiantou que, na verdade, “tudo passa pela educação – que é uma questão econômica”.

Chegou a dizer também no final que “a gente tá vivendo o fim de um mundo que tem que acabar” e devemos por isso estar preparados para fazer algo melhor. Hoje “cada tribo é uma geração”, temos que aproveitar o que existe de cada uma e transformar o Brasil num país melhor para se viver.

Zuenir na Feira do Livro – um gigante do jornalismo brasileiro

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Uma mirada perscrutadora

Quando vi Veríssimo na Feira do Livro de 2017 ele acabara de completar 80 anos. É, até hoje, uma das mentes mais brilhantes de sua geração. Era a primeira vez que assistia ao vivo a uma mesa com o autor como protagonista, da outra vez o vi na Flip em uma entrevista com o dramaturgo Tom Stoppard. Porém parecia que já o conhecia há tempos, faz mais de 5 anos que leio semanalmente suas crônicas e para um professor de português é impossível não se lembrar das caricaturas, dos desenhos, ou não topar em qualquer livro didático de qualquer série, do 6° ao Pré-vestibular, com um texto do simpático autor.

A surpresa pra mim ficou por conta de sua mirada perscrutadora, para um fotógrafo amador foi petrificante como um olhar de medusa, não conseguia acertar enquadramento, ajustar o foco, combinar velocidade do obturador e abertura do diafragma a fim de capturar cada vez que ele me mirava, Veríssimo tem aquele olhar plácido que apenas as pessoas no alto de sua sapiência possuem. Certa hora, quando tive a sensação de ser o único fotógrafo no Pedro II e o tempo pareceu “congelar”, consegui “captar” sua mirada firme e sábia. De modo geral, depois de travar uma batalha com minha inapetência e com a figura do cronista a minha volta, consegui alguns cliques razoáveis e resolvi sentar para prestar atenção ao que dizia o grande mestre.

A mesa começou com a eterna pergunta a respeito da definição de crônica, que ele pontuou da seguinte maneira “a crônica é este meio termo entre o jornalismo e a literatura”. Ainda no início quando o mediador comparou a obra literária do pai do autor – o romancista Érico Veríssimo – à dele, ele imediatamente rebateu que, embora escritores, suas atividades em termos de gênero literário são extremamente diferentes “o romance é um transatlântico e a crônica é um barco à vela”, ponderou.

Ainda sobre literatura, ele disse àqueles ávidos por receitas para se tornar escritor que “Escrever é 90% transpiração e 10% desodorante “, ou ainda, num momento menos descontraído revelou “Não há outra maneira de aprender a escrever a não ser lendo”.

Durante a manhã, Veríssimo havia participado do sensacional projeto da Fundação Feira do Livro “Combinando palavras “que promove leituras para mais de mil crianças da rede municipal e depois um encontro com os autores na feira do livro: LFV, Zuenir Ventura, Loyola Brandão foram alguns dos privilegiados (e vice-versa) de ter seus textos lidos e comentados em salas de aulas durante todo um ano letivo. Parabéns a todos os envolvidos. São raros os projetos de leitura no Brasil e quando estes são bem-sucedidos, isto é maravilhoso. Zuenir disse um dia antes em uma mesa que aquele havia sido um dos momentos mais emocionantes de sua vida de escritor. Veríssimo disse “Há esperança”, “Nem tudo está perdido. Através do livro se descobre o mundo, se emociona…”

Logo depois sobre o mercado editorial ele destacou que “Não se formou ainda um mercado para a literatura no Brasil”. E, por isso, “são poucos escritores que vivem de literatura”. Ele disse que esta questão é econômica e reflete na cultura como um tudo. E ao fim sibilou “Há um descaso com a cultura em todo o país”.

Sobre o protagonismo das tecnologias ele brincou “só devemos nos preocupar quando os computadores escreverem textos sozinhos, serem autores”. E para os anunciadores do fim da literatura foi categórico “o texto sempre vai existir, o veículo é que pode mudar. Mesmo que o livro acabe, o texto e o escritor vão continuar”

Quando o debate enveredou pela política e foi questionado sobre o estado das coisas, respondeu à moda de Sócrates “Até que ponto um governo que foca o social vai encontrar resistência?” depois sobre as injustiças sociais seculares brasileiras ratificou o que disse anteriormente “Sempre vai haver resistência contra um governo que destaca a desigualdade”. E a respeito da crueldade do mundo contemporâneo, desmistificou e postulou que “a maldade vem desde Caim, não é uma novidade, é uma realidade humana”.

Depois de quase uma hora de bate-papo com uma plateia entusiasmada que lotou mais uma vez o Pedro II, o grande fã de Louis Armstrong, que aprendeu a tocar sax e criou uma banda de jazz – encerrou destacando “me criei numa casa em que havia livros, isso foi uma das melhores coisas que aconteceram comigo”.

Verissimo o ano passado durante a Feira do Livro no Teatro Pedro II em Ribeirão Preto

“Alô, Bozo” dia de crônica de Antônio Prata

Faz tempo que tento ler a revista Piauí em tempo, mas sempre me atraso e só agora neste final de agosto que consigo dar cabo – às reportagens, perfis, ensaios e outros textos literários, como o delicioso de Mário Sérgio Conti sobre o filho de Mário Prata e vizinho de infância de Antonio Candido – da revista de julho.

Prometi a meus alunos que no final da aula leria para eles uma crônica muito bacana do tal do Antônio Prata.

Alô, Bozo ( http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-82/cronica/alo-bozo )me fez lembrar da infância quando assistia a programas em que crianças como eu ( quem nunca tentou ) participavam, ao vivo, via telefone – daqueles antigos mesmo de girar e de “fio preto e espiralado num abismo de expectativa” – de uma prova que mais envolvia sorte (ou azar )do que qualquer outra coisa. E que criava uma expectativa tremenda nos corações puros da infância.

Imaginei que os alunos não tivessem passado por isso e me preocupou a possível não diversão da turma, mas foi o oposto. Primeiro porque ainda existe um programa “bom dia e companhia” que realiza estas provas, embora sei que o Bozo de que falam não é o mesmo que conhecemos. Ainda assim expliquei parte da mitologia por trás da figura engraçada e fantasmagórica que me restou.

Depois pude ver a diversão com que todos ouviam a história, que guarda muitas surpresas, e pude concluir também que aquela infância, que muito se debate se ainda existe, nunca acabou. As crianças sempre esperam histórias como aquelas, porque são as que ainda vivem ou que viveram num passado muito recente, e a crônica bem escrita é uma das poucas maneiras inteligentes e engraçadas que resiste a um tempo de tão pouca leitura, e se resiste, é porque foi lida ao acaso, inserida em um cotidiano escolar ainda frio e que sente tanto a falta de mais investimento em livros e bibliotecas. Ainda assim, sentir a resposta positiva dos alunos ao texto foi reconfortante e incentivador.

Outras experiências literárias de hoje também foram bem curiosas. Pude rever sobre a mesa na sala onde se faz a ATPC o livro com a deliciosa crônica-polêmica de Ignácio de Loyola Brandão “Obscenidades para uma dona de casa” http://www.releituras.com/ilbrandao_obscenidades.asp e me deu muita vontade de ler para todos, entretanto escolhi não. Seria muito por aquele dia, quando pude ver mais uma vez no rosto das pessoas um endereço de luta e pouco resultado, fora a desmotivação de enfrentar os mais variados problemas, desde salas lotadas de indisciplina generalizada, há também questões como falta de estrutura mais a desmotivação salarial e profissional – a profissão vem cada vez mais sofrendo golpes da sociedade com a perda da relevância tanto profissional quanto salarial. Convenhamos: vivemos em um mundo globalizado que valoriza cada vez mais o acúmulo de capital e o excesso de consumo com o professor lutando em três períodos para sobreviver com sua família. Em uma etiqueta branca muito bonita e fitacrepada sobre a capa amarelada da coletânea, estava escrito “ material para uso do professor”. Um aviso aos desavisados sobre a historinha sem-vergonha do Loyola Brandão. Um escândalo. Uma delícia de história.

No momento em que termino esta postagem, posso ver no meu pulso esquerdo duas pulseirinhas daquelas coloridas com dizeres e desejos, ganhei de alunas do sexto ano hoje, a amarela diz paz e a roxa , saúde. Se tem uma coisa que faz você aprender é estar ali na prática do dia a dia com os ouvidos atentos e os olhos bem abertos – é a vivência escolar. A educação no Brasil tem solução. Precisamos investir mais nas pessoas. Nunca se precisou tanto de uma educação mais pessoal e intuitiva. Em tempos de falta de tempo para tudo, conseguir que o aluno foque sua vida na escola e debatermos juntos como podemos melhorá-la, é o caminho para transformar as pessoas.

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Quando mostrei aos alunos o desenho do sapato escandalosamente impresso nas páginas da revista, eles viram e apontaram ” é o sapato do palhaço Bozo “

Pra começo de conversa

O discurso angustiante de José Genoino, o novo livro de Paulo Moreira Leite e o nó Brasil

Arriscar um primeiro post, que tem bastante coisa, dentre elas a principal, o fato de ser o primeiro de um longo período de indecisão e falta de iniciativa, é no mínimo uma tarefa inglória e muito difícil. Isso porque o que se propõe aqui não deve ser nada de grandioso, embora muitas vezes o assunto o seja.
Estive durante um tempo pesquisando a greve dos bóias-frias de Guariba e entrevistando diversas pessoas que participaram do evento ou presenciaram-no. Por isso e pelo fato de ainda ser petista,no domingo passado, fui convidado para participar do debate sobre o livro do jornalista Paulo Moreira Leite, A outra história do mensalão, que tinha mais dois objetivos: reunir a juventude do PT da região de Araquara e apresentar a aqueles como eu, jovem que celebrou a chegada histórica do PT à presidência, o condenado pelo STF e mais uma vez deputado José Genoino.
Saímos às 8h horas da manhã, comigo o coordenador da macro de Ribeirão Preto Moacir Caporusso e Will Ribeiro, jovem promessa do PT em Guariba e estudante da Unesp de Jaboticabal , que revelou ser aluno de Baccarin, economista e figura forte do PT na região.
Pegamos a vicinal Guariba a Motuca e inundamos nossa vista com o vasto verde dos canaviais, depois rumamos para Bueno de Andrade, terra da famosa coxinha, imortalizada em uma crônica de Loyola Brandão, segundo Moacir, embora muitos pensem o contrário, até o próprio Ignácio. “Esse é um dos grandes da nossa crônica, Moacir”, alertei. “uma pena tão grande escritor, nosso vizinho, e que anda pelo país todo por feiras literárias, nunca ter ido a Guariba. “ E ele está sempre por aqui, tem uma fazenda aqui” completou.
Ainda achei engraçado ver o rosto dele em um grande pôster em frente ao bar-restaurante e pensei também em outro fazendeiro-literário da região, o tio Pio de Mário de Andrade, local onde o modernista muitas vezes se refugiava da loucura da Pauliceia Desvairada. E também se muitos conheciam de fato o autor de Zero.
Um dos fatores marcantes da minha ida a esse encontro seria estar próximo de muitas pessoas com quem gostaria de conversar para ampliar o repertório do roteiro O espírito de 84 e a greve de Guariba, e também conhecer um dos salões da FERAESP, um dos maiores sindicatos filiados à CUT, a entidade que representa esse mar de trabalhadores rurais da onda verde da cana-de-açúcar na região.
O salão é imenso, agradável e bem cuidado, no interior à frente, há um palco de bom tamanho e, naquele dia, ele havia se enchido de cadeiras de plástico brancas para receber as lideranças do PT e Paulo que, depois de presenciar as falas entusiasmadas de diversas personalidades, como o deputado estadual Edinho Silva, o federal Newton Lima e José Genoino – que fez um discurso memorável e angustiante – abriu sua fala com “ pra começo de conversa não sou petista”, e não foi vaiado, pensei comigo “menos mal”.
José Genoino é um homem alto e com postura forte, cabelos e barba grisalhos e voz rápida carregada de um sotaque nordestino ainda forte. Num discurso de mais de dez minutos defendeu sua história, recitou Padre Antonio Vieira e citou o novo filme de Vinterberg A caça para comentar sobre acusações injustas e o mito da perseguição “ Não há provas comprovadas contra mim, não existe deputado que recebeu qualquer pagamento mensal descrito no processo…querem apagar a minha história de luta e impedir que demos seqüência ao maior projeto de erradicação da pobreza e desenvolvimento desse país…nunca antes na história desse país…etc…” suava a bicas e vez por outra ia ao recuo lateral do salão para fumar “não bebe, mas é um fumante inveterado” afirmou a cadeira vizinha. Numa dessas idas ao cantinho dos fumantes, pude estar a seu lado e trocamos olhares por algum segundo, pude perceber um líder bastante angustiado e ciente da sua luta pela inocência, não pude trocar palavras, o clima de tietagem, como uma militante de Taquaritinga com a estrela do PT do lado direito do peito e outros que queriam tirar foto com a figura, me impediram.
Em muitos pontos devo concordar com o senhor José Genoino, o mensalão, um dos maiores processos já realizados na história da política brasileira, como afirmou depois Paulo, está mal esclarecido, teve uma repercussão televisiva imprecisa e, no meio de tantos escândalos e poucas condenações ou mesmo julgamentos políticos, como o caso do mensalão mineiro, em surdina até hoje, fica escancarado que o Estado trata assuntos de imensa importância como a justiça e a democracia de forma tão superficial, tendenciosa e rasa.
Entretanto, o lado polêmico da fala de Genoino provém do fato de que há um processo de judicialização no Brasil, e “isso é perigoso”, “será que eles são príncipes além do bem e do mal?” e “querem tirar a legitimidade de um presidente eleito por votar popular duas vezes e feito uma sucessora que continua este projeto. Ele ainda vai além “Chavez morreu, Lula é e sempre foi o maior líder da América Latina e nós que hoje construímos o futuro não apenas na nossa região”, e completou” a sabedoria popular está acima de qualquer coisa, temos índices de aprovação recorde”
A julgar pela fala e pela proposta do livro de Paulinho, ele também está de acordo com a idéia de que se precisa avaliar exatamente os fatos, ter consciência de que a imprensa pode influenciar qualquer situação e de que as forças democráticas precisam ser fortalecidas uma vez que essa mesma imprensa pode ser facilmente manipulada ou não oferecer um debate mais sério para uma população de quase 40% de analfabetos funcionais, que tem os índices educacionais dos alunos na fase final do Ensino Médio mais baixos do mundo, em capacidade leitora e de cálculo, bem como oferece poucas vagas nas universidades públicas, e muitas não chegam a ser preenchidas.
A discussão é válida, não acredito que deva haver regulação na Imprensa, como se propaga a idéia pelos quatro ventos, não obstante a questão ética deve ser reavaliada no Brasil. Há sujeira por toda parte e precisamos avaliar com o mesmo rigor ou com transparência absoluta os casos de corrupção de qualquer tipo e em qualquer esfera pública, para o bem da cidadania. Também precisamos de um novo projeto educacional, pois não dá pra se falar tanto em sabedoria popular quando poucos ainda têm acesso ao grau mais alto e diverso de conhecimento e vivem debaixo de tantos maus exemplos. Também acredito que nossa história deva ser usada em favor de nossa conduta, mas não deve nos eximir de culpa ou perdoar nossos desvios e silêncios.