como morrem os pobres

A entrevista com D. Neguinha nasceu quando eu e Vambeto fomos nos apresentar na faculdade São Luís a respeito de seu livro Realidade Nordestina, um romance autobiográfico que desenha a trajetória de milhares de nordestinos até São Paulo em busca de melhores condições de vida. Lá estava Elaine, aluna de pedagogia do 5° semestre. Ela se reconheceu na história de Vambeto e quando lançamos o assunto de nosso novo trabalho, um documentário sobre os 30 anos da greve de Guariba, comentou sobre o caso de seu pai e pediu para conhecermos sua mãe para ratificar a história ali contada por ela, e lógico,acrescentar mais ingredientes.

Fomos conhecer D. Neguinha e ela se mostrou muito prestativa e aberta para um bate-papo muito bacana. Além da agradável recepção, ela estava preparada; como nos contou, não era a primeira vez que jornalistas, filmakers e outras pessoas a procuravam para registrar, além disso, ela afirma que muitas de suas entrevistas contribuíram para melhorar algo ou, ao menos, acirrar o debate.

Optamos por uma câmera diferente e o resultado ficou íntimo. Uma agradável surpresa, aprende-se muito fazendo e conferindo o resultado, recomendo. Dirigir filmes é caminhar nas nuvens e, às vezes, no incerto ao lado de um abismo. O tom desta entrevista dentro do filme é outro, acredito. Mas para adiantar um pouco o caminho pelo qual segue nosso doc., esse exemplo fala por si só.

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